O Segundo Maior Empregador

Não sei se ainda é, mas deveria ser pela ordem natural da cidade, que deveria ter o Turismo como o primeiro maior empregador.

Vou me reportar ao ano de 1991, mais precisamente ao dia 31 de novembro, quando inaugurei uma lanchonete ao lado da Marmoraria Manguinhos, de nome “Crepe & Panzerotto Creperie”. Apesar do pouquíssimo movimento na época, onde quase não passava um veículo a frente do comércio, o rendimento mensal era muito satisfatório. Eu fornecia café da manhã e da tarde à cinco obras, e minha produção de almoço era toda consumida pelas pessoas envolvidas nas obras de construção.

No ano de 1996, comecei a construir minha residência, mas em maio para junho, o prefeito na época paralisou as obras em nome de um “ordenamento”, e isso levou a quebra do meu comércio que era próspero. Esse tempo ninguém me conta, eu vivi e sei das dores porque passei. Sei da importância que é o segmento da Construção Civil para a cidade, principalmente para a saúde financeira da cidade.

Por que nossos comerciantes não podem ter grandes lucos, afinal Armação dos Búzios é riquíssima… Eu como jornalista não consigo entender esse estilo Búzios…

Algumas pessoas vão se opor a essa minha textualização do engessamento da Construção Civil, mas a verdade é que vi grandes lojas e/ou empresas definharem ao longo dos anos em que a emancipação comemorava aniversários. Percebia que comerciantes de condições sólidas começavam a desaparecer no cenário para dar lugar aos políticos que se elegiam com promessas de uma Búzios Melhor, mas na realidade todo aquele discurso não passava de uma armação para a criação de uma nova classe social de poder financeiro na bela Armação dos Búzios.

Gostaria de ter visto grandes lojas de materiais de construção terem se agigantado, o que certamente fariam com que se tornassem fontes de empregos. O tempo passou e alguns comerciantes do ramo da Construção Civil conseguiram se manter, e aprenderam a sobreviver em meio ao engessamento que se apresentava a cada mandato.

Arquitetos, engenheiros e decoradores passaram a faturar menos, não que seus projetos não fossem belos e de grande valor, mas pelo perfil que traiçoeiramente foi implantado pelo Poder Público, camuflado de uma bela roupagem de preservação ambiental e de estilo da cidade. Manipularam e apadrinharam ONGs para ajudarem na criação de dificuldades para a Construções de Mansões e de Ricas Casas, mas deixaram correr solto o “Estilo Búzios da Periferia”, ou alguém discorda dessa verdade? Se discordar é só observar a realidade.

Já há alguns anos o poderio financeiro que faz o segmento da Construção Civil deslanchar em geração de empregos e capitação de financeira para a cidade, mudou de destino, abandonaram a Armação e foram movimentar rios de dinheiro bem aqui ao lado, na cidade de Macaé.

É chegada a hora de comerciantes, construtores, corretores, engenheiros, arquitetos e demais pessoas ligadas ao ramo da Construção Civil, darem as mãos aos trabalhadores diretos e que necessitam desse segmento funcionando à todo vapor, para criarem uma corrente sólida e determinada em busca da solução, porque nenhum de nós tem mais idade para se deixar enganar no futuro próximo.

Ainda é tempo da Armação dos Búzios retomar seu rumo, que em minha visão critica de jornalista é a cidade ter no Turismo o seu MAIOR EMPREGADOR,  na Construção Civil seu SEGUNDO MAIOR EMPREGADOR e no comércio em geral o Terceiro Maior Empregador; e para que isso aconteça o Poder Público não deve ocupar o lugar que tomou para si; – O de Maior Empregador.

Armação dos Búzios tem que entender que é a União de Muitos que faz a diferença, e o que importa são os trabalhadores, trabalhadores patrões e empregados.

 

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