Uma realidade que entra em foco

Existe a suspeita internacional sobre o desenvolvimento, pela Marinha Brasileira, da tecnologia para construir um submarino de propulsão nuclear – que deve ficar pronto até 2029. Além disso, a nomeação pelo Presidente da República Jair Messias Bolsonaro do Almirante Bento Albuquerque para o Ministério de Minas e Energia, ex-diretor-Geral do Setor de Desenvolvimento Nuclear da Marinha, intensificou as desconfianças estrangeiras, pois foi interpretada como um sinal político claro de que a influência militar na área vai aumentar.

Uma das missões do Almirante Bento Albuquerque no ministério inclusive será intensificar o projeto nuclear brasileiro na área de geração de energia – o governo do Presidente da República Jair Messias Bolsonaro tem planos para tirar do papel até oito Usinas Nucleares; hoje o país tem duas em operação e uma em construção.

Nesse campo hipotético, a ida do presidente do Brasil a Rússia, e a perceptível harmonia entre Bolsonaro e Putim, deixaram os estudiosos da área, com alguns caminhos a serem traçados. A primeira hipótese seria a negociação do Brasil com a Rússia para a aquisição de sete bombas nucleares; a outra hipótese seria uma parceria no desenvolvimento nuclear no Brasil para tal fim.

A Rússia detém o número expressivo de três mil bombas atômicas em seu poder, somados a mais duas mil e setecentas bombas oriundas da Ucrânia no tratado de  desarmamento nuclear; sendo assim, estudiosos acreditam ser mais fácil e mais prático aos dois países a compra e venda. A verdade é que Brasil e Rússia estão muito bem alinhados e isso ficou claro no discurso do general russo ao afirmar que Brasil, Índia e China não estão na contramão da Rússia.

Ideia legislativa propõe bomba atômica brasileira

Está sendo analisada pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) a ideia legislativa que sugere que o Brasil tenha a bomba atômica como forma de “dissuadir interferência estrangeira”. A proposta, apresentada em 13 de outubro de 2020 por meio do Portal e-Cidadania, atingiu em 2 de novembro os 20 mil apoios necessários para transformar-se em sugestão legislativa — até aquela data, a ideia ultrapassa os 27.900 apoios. Caso aprovada pela comissão, a sugestão se tornará um projeto de lei.

A ideia legislativa foi apresentada pelo cidadão paranaense Vito Angelo Duarte Pascaretta, sob o argumento de que “As Forças Armadas Brasileiras necessitam da bomba nuclear para dissuadir interferência estrangeira em nosso território nacional”. E complementa: “A Amazônia Brasileira é nossa!”

Na forma da Sugestão 31/2020, a ideia foi encaminhada em 16 de novembro para a apreciação da CDH, onde aguarda designação do relator.

Programa Nuclear em pauta

Com a guerra da Rússia e Ucrânia, as Forças Armadas no Brasil entraram em alerta, uma vez que as necessidades de atualização do material bélico de defesa devem ter maior atenção por parte de investimentos de urgência e grandeza.  Com isso a discussão sobre a Defesa Atômica toma papel importante e urgente, e a forma de entendimento da expressão “urgente”, estaria ligada a compra de armas nucleares, o que é mais viável que todo o desenvolvimento do enriquecimento de urânio.

É bom lembrar que o Brasil dispõe de foguetes hipersônicos, fabricados pela AVIBRAS, capaz de atingir qualquer localidade no globo terrestre. Sendo hipersônico não é detectado por nenhum radar de defesa antiaérea. Esse poder de alcance chegou ao Brasil para ser desenvolvido por parte da Rússia, que é detentora também desse poder de alcance. Esses foguetes são preparados para levarem ogivas nucleares.

Lembrando o Deputado Federal Enéas Carneiro

Em 2002, em entrevista à revista Época, ao justificar porque era favorável à construção da bomba atômica pelo Brasil, o deputado federal Enéas Caneiro disse: “Não para ser usada, mas para que o Brasil se imponha diante da comunidade internacional”.

Fonte: Agência Senado, Gazeta do Povo, Pr. Sandro Rocha

 

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