Não se alarmem…

O comentador de ciência Miguel Gonçalves esclarece que o afélio “não é um fenómeno”, nem tem qualquer influência no clima ou nas estações do ano.

Miguel Gonçalves explica que “na órbita que a Terra descreve à volta do Sol há uma altura em que estamos mais próximos e outra em que estamos mais afastados do Sol”. Nesse sentido, “o ponto e o instante em que estamos mais próximos do Sol é chamado periélio, enquanto o ponto e o instante mais afastado do Sol é o afélio”. Segundo o comentador, isto acontece “porque as órbitas dos planetas à volta do Sol não são um círculo perfeito; são elipses”.

Créditos: Observatório Astronómico de Lisboa

Além disso, sublinha Miguel Gonçalves, o afélio acontece “todos os anos, mais ou menos por volta da mesma altura”, ou seja, “não é nenhum fenómeno raro, nem é nenhuma coisa esotérica”. Assim sendo, o afélio em 2022 acontece a 4 de julho, tal como se pode ler no calendário do Observatório Astronómico de Lisboa, e dura apenas um instante não se prolongando “até agosto”.

Quanto ao suposto “impacto” no clima, Miguel Gonçalves adianta também que esta afirmação não tem fundamento científico, dado que as estações do ano não estão dependentes da distância entre a Terra e o Sol, mas sim da “inclinação do eixo de rotação da Terra quando comparado com o plano em que todos os planetas orbitam à volta do Sol”.

Miguel Gonçalves clarifica que esta distância da Terra para o Sol é, na verdade, de cerca de “oito-minutos luz” ou “150 milhões de quilómetros”.

Em suma, em referencia a informações que estão sendo compartilhadas em post são falsas e, na perspectiva do comentador Miguel Gonçalves, “foi feita para alarmar e desinformar”.

Fonte: https://poligrafo.sapo.pt/

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